segunda-feira, abril 18, 2005
Fico triste quando...
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Fico triste quando…
não acreditas em mim quando preciso que o faças,
me escondes as coisas,
não vens ter comigo quando preciso,
não te abres para mim,
te escondes atrás de uma muralha,
não falas do que sentes,
ignoras a minha tristeza,
não me acompanhas no meu dia a dia,
não me dás valor…
Às vezes somos possuídos por uma sensação de tristeza que não conseguimos controlar. Percebemos então que o instante mágico daquele dia passou e nada fizemos. Então a vida esconde a sua magia e a sua arte.
Se não nascermos de novo, se não tornarmos a olhar a vida com a inocência e o entusiasmo da infância, viver não terá mais sentido.
Talvez o amor nos faça envelhecer antes da hora e nos torne jovens quando a juventude já passou. Mas como não recordar aqueles momentos? Por isso escrevo, para transformar a tristeza em saudade, a solidão em lembranças. Para que, quando acabasse de contar a mim mesma esta história, a pudesse largar em águas bem distantes…
É preciso correr riscos.
Só percebemos realmente o milagre a vida, quando deixamos que o inesperado aconteça. Às vezes a felicidade é uma bênção – mas geralmente é uma conquista. Mas pobre de quem teve medo de correr riscos.
Na vida real, o amor precisa de ser possível. Mesmo que não haja uma retribuição imediata, o amor só consegue sobreviver quando existe a esperança, por mais distante que seja, de que conquistaremos a pessoa amada.
Quem ama precisa de saber perder-se, precisa de saber encontrar-se. O amor é cheio de armadilhas. Quando se quer manifestar, mostra apenas a sua luz – e não nos permite ver as sombras que essa luz provoca.
A vida ensinou-me muitas coisas… ensinou-me que podemos aprender, ensinou-me que podemos mudar. E contigo estou disposta a fazê-lo, por muito que me custe, porque te amo.
Não me vou apaixonar pelo impossível, porque já estou apaixonada por ti.
Da tua
 
posted by The Red Lipstick Girl at segunda-feira, abril 18, 2005 | Permalink | 3 comments